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Consumidor brasileiro inclui 10% mais marcas na cesta e reduz lealdade às marcas

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O consumidor brasileiro passou a incluir, em média, 10% mais marcas na sua cesta de consumo massivo, de acordo com estudo “Consumer Insights – O Shopper no controle: Como suas decisões reorientam o varejo e a indústria”, da Worldpanel by Numerator, que aponta um consumidor mais estratégico, cauteloso e disposto a diversificar escolhas.
De acordo com o levantamento, a fragmentação das compras se intensificou ao longo de 2025, elevando o número médio de marcas presentes na cesta do consumidor. A fragmentação das compras se intensificou ao longo de 2025.
O movimento é maior na Classe C, onde a média de marcas cresceu 11,6% no período, acompanhada de aumento de 25,2% na frequência de compra e queda de 22,9% no volume por viagem. A estratégia é clara: mais idas ao ponto de venda, carrinhos menores e maior comparação entre opções.
Lealdade em queda
A consequência direta dessa fragmentação é a redução da lealdade às marcas em praticamente todas as categorias analisadas. As maiores quedas na média foram registradas em:
 Mercearia Doce (-5,4%),
 Mercearia Salgada (-7,4%),
 Perecíveis (-8,9%),
 Bebidas (-28,0%)
 Beleza (-11,0%).
Marcas de bazar, pets e OTC (medicamentos sem prescrição) também registram perda intensa de fidelidade.
O fenômeno não significa abandono total das marcas tradicionais, mas sim um novo padrão de exigência. O consumidor mantém espaço para o premium, porém distribui suas escolhas entre mais fabricantes, exigindo clareza de benefício e proposta de valor tangível antes de decidir.
Dentro do lar, o crescimento foi de 0,2% em unidades; fora do lar, 3,5% na comparação anual. Nas regiões metropolitanas, o consumo fora de casa registrou queda de 15% no longo prazo.
O comprador responde com estratégias claras: aumento das visitas ao ponto de venda, redução do tamanho do carrinho e priorização do abastecimento doméstico. O consumo fora do lar desacelera, enquanto o lar volta a ocupar papel central nas decisões. O estudo também aponta repriorização de gastos em todas as classes sociais, com maior intensidade nas classes D/E no curto prazo.
FONTE: MERCADO E CONSUMO 02/26
IMAGEM ILUSTRATIVA - FREEPIK

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